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A doença
A febre-aftosa é uma enfermidade transmitida
por vírus altamente contagioso, que ataca
quase que exclusivamente animais que possuem
casco partido (bovinos, ovinos, suínos,
cervídeos, javalis, porcos-selvagens, etc).
Caracteriza-se pela formação de vesículas
(bolhas ou aftas) e erosões (feridas) na
mucosa bucal e nasal
externa e na pele, |
acima e no meio dos cascos. Os tetos
(Glândulas mamárias) também podem ser afetados.
A
transmissão do vírus ocorre por contato com animais
infectados e pelas secreções e excreções destes,
como: saliva, urina, fezes, leite, etc. A
transmissão do vírus também pode ocorrer através de
produtos e objetos contaminados. O homem raramente é
infectado, mas pode transmitir o vírus passivamente,
isto é, sem adoecer.
Sintomas da doença
Os bovinos que apresentam a doença babam, têm a
temperatura corporal aumentada (febre), apresentam,
falta de apetite, salivação excessiva, indiferenças,
sintomas esses acompanhados de formação, ruptura e
erosão de vesículas ou aftas bucais (daí o nome
aftosa). Quando as patas estão afetadas os animais
mancam. A produção de leite diminui e os abortos são
comuns, assim como a mastite. A mortalidade em
animais jovens pode chegar a 50%, geralmente sem
apresentar sintomas, causada por destruição das
fibras do músculo do coração. Em animais adultos a
mortalidade poucas vezes é maior que 5%. Os suínos
apresentam alguns sinais semelhantes como a
manqueira e o andar inseguro. O período de
incubação, desde a penetração do vírus até os
primeiros sinais, varia de 1 a 5 dias ou mais.
Controle da
febre-aftosa
A
forma mais
eficiente,
prática e barata
de prevenção é
através da
vacinação dos
bovinos e
búfalos, durante
as campanhas de
vacinação que
ocorrem a cada
seis meses,
sempre em maio e
novembro. Na
etapa de maio é
obrigatória a
vacinação dos
bovinos e
búfalos com
idade até 24
meses. E na
etapa de
novembro, todos
os bovinos e
búfalos
existentes na
propriedade
devem ser
vacinados,
inclusive os
bezerros com
poucos dias de
vida.
Outra forma
importante de
prevenção é o
controle do
trânsito de
animais, visando
impedir que
animais
contaminados
entrem no
Estado. Por isso
são feitas as
fiscalizações do
transporte
animais.
A vacinação
tornou-se ainda
mais importante
depois do
registro de
focos de febre
aftosa no
Paraguai, no mês
passado. A
presença do
vírus no país
vizinho
representa risco
de contágio em
estados
fronteiriços,
como o Paraná e
o Mato Grosso do
Sul. Estima-se
que cerca de 820
animais já foram
sacrificados no
Paraguai.
Obrigatoriedade
da Vacinação e
Comprovação
Após a
vacinação, o
produtor deve
comprová-la para
que a Secretaria
de Agricultura
mantenha o
cadastro do
rebanho de
bovinos e
bubalinos
atualizado,
conforme
exigência da
Defesa Sanitária
Animal. A
comprovação deve
ser feita até o
dia 30 de
novembro de 2011
numa das
unidades
veterinárias da
secretaria. O
produtor deve
levar a nota
fiscal da compra
da vacina e mais
duas vias do
comprovante de
vacinação,
emitidas no ato
da compra nas
casas
agropecuárias.
O produtor deve
preencher o
comprovante de
vacinação na
propriedade,
relacionando
corretamente a
quantidade de
animais
existentes e de
vacinados, por
sexo e por
idade. A
quantidade de
animais
relacionada no
comprovante será
cadastrada na
Seab e deve ser
exatamente igual
à existente na
propriedade.
Assim, o
produtor deve
aproveitar a
vacinação para
contagem dos
animais e,
somente depois,
preencher o
comprovante. Se
o produtor tiver
mais de uma
propriedade,
deve ser
preenchido um
comprovante de
vacinação para
cada uma delas.
Se numa mesma
propriedade
houver bovinos e
búfalos, é
necessário
preencher um
comprovante para
cada espécie de
animal. E se
mais de um
produtor fizer a
vacinação em
conjunto, deve
ser preenchido
um comprovante
de vacinação
para cada
produtor. Todas
essas instruções
estão à
disposição nas
unidades
veterinárias em
todas as regiões
do Estado.
A não vacinação
ou a não
comprovação
implica em multa
de R$ 96,09 por
cabeça não
vacinada, além
de não poder
transportar seus
animais para
qualquer
finalidade. A
comprovação será
aceita até o dia
30 de novembro e
o preço médio da
vacina é de R$
1,30 a dose (por
animal),
variando
conforme a
região do
estado.
Fonte: SEMA -
Secretaria
Municipal de
Agricultura
Mais informações
pelo e-mail:
sema@santanadoitarare.pr.gov.br
Novembro/2011
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